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sábado, 8 de fevereiro de 2014
Mutações e Doenças Genéticas
As doenças genéticas são muito mais comuns do
que se acreditava. Estima-se que a frequência de doenças genéticas em
indivíduos vivos seja de 670 por 1000. Incluídos nesse número estão não só as
doenças genéticas “clássicas” mas também o câncer e as doenças
cardiovasculares, as duas principais causas de morte no mundo ocidental. Ambas
possuem componentes genéticos importantes. As doenças cardiovasculares, como a
aterosclerose e a hipertensão, resultam de interações entre os gene e o meio
ambiente, e, sabe-se agora, que a maioria dos cânceres resulta do acúmulo de
mutações somáticas.
As doenças genéticas encontradas na prática médica
representam somente a ponta de um iceberg, que são aquelas com os erros
genotípicos menos extremos, permitindo um desenvolvimento embrionário completo
e um nascimento vivo. Estima-se que 50% dos abortos espontâneos nos primeiros
meses da gestação tenham anormalidade cromossômica demonstrável; isto é, além e
vários erros detectáveis menores e muitos outros ainda além do nosso alcance de
identificação. Em torno de 1% de todos os recém-nascidos possui uma
anormalidade cromossômica grosseira, e aproximadamente 5% dos indivíduos com
menos de 25 anos desenvolvem uma doença séria com um componente genético
significante.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Tecnologia do DNA Recombinante
Um dos avanços fundamentais no desenvolvimento da clonagem molecular foi a descoberta (em meados da década de 70) das endonucleases de restrição bacterianas. Essas proteínas são simplesmente chamadas de enzimas de restrição. Estas reconhecem sequências de DNA de fita dupla específicas (geralmente curtas, de 4 a 6 pares de bases nitrogenadas) e as cortam no sítio de reconhecimento ou bem próximo a ele. São chamadas de tesouras biológicas.
Enzima de Restrição ou endonuclease de restrição é um tipo de nuclease que cliva a fita dupla de DNA sempre que identificar as sequências específicas para as quais estão programadas.A nomenclatura que essas enzimas recebem são baseadas nos microrganismos de onde elas foram isoladas, como, por exemplo, a EcoRI, isolada a partir da bactéria Escherichia coli R, e a BamHI, proveniente do Bacillus amyloliquefasciens H. Relembrando: essas enzimas são altamente específicas: reconhece e corta apenas a sequência de nucleotídeos para a qual ela está programada.
Muitas enzimas de restrição (EcoRI, HindIII, PstI...) produzem cortes em ziguezague nos sítios de restrição das cadeias de DNA, originando fragmentos que possuem uma “cauda” com uma só cadeia –“sticky” ends ou extremidades coesivas. As “caudas”, de ambos os lados, são complementares às de todos os outros fragmentos gerados pela mesma enzima de restrição (ou outra enzima de restrição que origine as mesmas extremidades coesivas). Assim, à temperatura adequada, estas regiões “single-stranded” podem portanto emparelhar com as dos outros fragmentos de DNA gerados pela mesma enzima de restrição.Algumas enzimas de restrição, como a AluI e SmaI, clivam ambas as cadeias de DNA no mesmo ponto do sítio de restrição, originando extremidades “blunt” (abruptas), nas quais todos os nucleotídeos das extremidades do fragmento se encontram emparelhados.
sábado, 13 de julho de 2013
Hemofilia
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